27/10/2007

Na Vitrola de Casa

Conheci Adrienne Pauly na abertura de um show aqui em Lyon. Quando vi ela entrando no palco com um vestidinho preto, a perna enfaixada com esparadrapo, com um óculos de sol faltando uma lente e com um penteado de quem tinha acabado de sair da cama, logo pensei: “- Esta mulher deve tomar umas coisinhas bacanas”. O show começou, e logo me surpreendi com a qualidade musical de Adrienne Pauly (mas também reforcei minha hipótese sobre ela tomar umas coisinhas “das boas”).

Acompanhada de uma boa banda, Adrienne canta com sua voz rouca os amores que nunca chegam, as noites embaladas por um pouco de álcool, os entendimentos e desentedimentos entre rapazes e garotas. Segundo a própria cantora, suas influências musicais vão de Elvis Presley à Charles Aznavour, passando por Charles Chaplin. E com estas influências tão variadas, o seu som também é variado: rock, chanson francesa e algumas coisas difíceis de classificar fazem o repertório de Adrienne Pauly.

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