
Pois é, estive por um dia na
Suíça. Passei um dia de farofeiro em Genebra: comprei um bilhete de trem a preço promocional, coloquei uns
sanduíches-íches e uma garrafa d’água na mochila, peguei a máquina fotográfica, e fui farofar. É lógico que um dia não é o suficiente para se conhecer um país, mas mesmo nesse curto tempo, com um pouco de atenção, conseguimos extrair algumas informações interessantes.
A Suíça é uma verdadeira “ilha” no meio da Europa, pois ela não faz parte nem da
União Européia e nem do
Espaço Schengen. Para entrar no país, é necessário passar pela aduana e apresentar o passaporte (não vou contar que um amigo meu
entrou e saiu sem passaporte, senão pega mal para a guarda suíça). A moeda por lá também é diferente; eles continuam usando o
Franco Suíço.
A Suíça é por tradição um
país neutro. Tão neutro, tão neutro, que se você tentar jogar cara-ou-coroa com uma moeda de Franco Suíço, é capaz de terminar em empate. Ao caminhar por Genebra, pude ver as consequências desta neutralidade: uma boa parte dos organismos internacionais como ONU, OMS, OMPI, OMM entre outros possuem sede por lá. E como consequência, pessoas de diversas nacionalidades circulam pela cidade, falando os mais diferentes idiomas.
Por outro lado, quem caminha por Genebra nota que os suíços fazem questão de declararem a sua nacionalidade e a sua diferença. Bandeiras da Suíça estão espalhadas por toda a cidade; para onde se olha, sempre tem uma bandeira vermelha com a cruz branca.
Por outro lado, todo este orgulho às vezes beira a intolerância. Um guia turístico voluntário que nos apresentou um dos pontos turísticos de Genebra relutou em falar francês (mesmo que o francês seja um dos quatro idiomas oficiais do país). A cada vez que ele se referia à França e aos franceses, narrava os fatos com um certo ar de desprezo aos "vizinhos", ou fazia questão de ressaltar a vontade que os franceses tinham em anexar Genebra ao seu reino.
No próximo capítulo: Alpes, chocolates, canivetes, relógios...